Um dos meus clientes mais antigos é um canal educativo no YouTube com mais de 1 milhão de inscritos, e todo vídeo chega igual: roteiro em tabela no Google Docs, com o material linkado linha por linha. Escrevi o caminho inteiro. Um script lê essa tabela, separa capítulo e cena, cria a pasta do projeto a partir do template, baixa todo asset linkado, converte os vídeos e me entrega um arquivo de Photoshop e um projeto de After Effects com tudo importado e nomeado. Se morrer no meio, ele volta de onde parou. Depois montei meu próprio painel dentro do After Effects: uma aba faz a montagem em cinco cliques, a outra guarda os movimentos que repito todo dia, como próxima cena, rig de câmera, minhas expressões, transições, e a paleta da marca onde clicar na cor preenche a camada e copia o hex. Do lado moram dois scripts de Photoshop, um que escreve fórmula matemática com cada termo em sua própria camada, pra equação se resolver na tela, e outro que monta tabela a partir de linhas coladas da planilha. A preparação comia dois dias por vídeo. Hoje são umas quatro horas, e nenhuma delas é renomeando arquivo.